Risco/retorno compara quanto você arrisca com quanto pode ganhar numa operação. O risco do trade é chamado de 1R; o ganho potencial é medido em múltiplos disso — 2R, 3R.
Toda operação tem um risco definido pelo stop — essa é a sua unidade, o 1R. Se você arrisca R$1 por ação para tentar ganhar R$2, o alvo é 2R. Medindo tudo em R, você para de olhar "reais" e passa a olhar a qualidade da operação: um trade de 2R é igualmente bom arriscando R$100 ou R$10.000.
Isso muda o jogo psicológico e o matemático: junto com a taxa de acerto, o R determina se a estratégia tem expectância positiva.
Estratégia com risco/retorno de 1 : 3 (arrisca 1R, busca 3R).
Você acerta só 40% das operações. Em 10 trades:
→ 4 ganhos × 3R = +12R
→ 6 perdas × 1R = −6R
→ Resultado: +6R, mesmo errando a maioria.
É por isso que traders experientes falam tanto em "R": ele mostra que acertar muito não é o único caminho — a relação entre ganho e risco pesa igual (ou mais).
"O que importa é a taxa de acerto — quem acerta mais, ganha mais."
Ser bom é acertar a maioria dos trades; taxa de acerto alta = estratégia vencedora.
Taxa de acerto sozinha não conta a história. Com risco/retorno alto, dá para lucrar acertando menos da metade. Com R ruim, nem 70% de acerto salvam. O que importa é a combinação — a expectância.
O ponto isento: não existe R "ideal" universal, e nada aqui é recomendação de estratégia. A Provex explica a matemática; a régua e o teste são seus.
Isolados, R e acerto enganam. Juntos, viram a expectância — o número que diz se você tem edge. No Motor de veredito da Provex você mede isso de forma isenta, com os seus próprios trades.
Conhecer o Motor de veredito →1R é o risco (quanto perde no stop). 2R é ganhar o dobro do risco; 3R, o triplo. Medir em R padroniza as operações, independentemente do valor em reais.
Porque separa a qualidade da decisão do tamanho da aposta. Um trade de 2R é igualmente bom com R$100 ou R$10.000 de risco. Avalia a estratégia pela consistência, não pela emoção do valor.
As duas se combinam na expectância. Com R alto (ex.: 1:3), dá para lucrar acertando menos da metade. Com R ruim, precisa de acerto altíssimo. Nenhum isolado conta tudo.